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Relato do Giro - Parte 2


No outro dia pela manhã, o acordar foi quase de uma ressaca. O cansaço acumulado estava presente, mas a empolgação pra continuar também. Saímos as 9h e pegamos a estrada rumo à Santo Antonio de Lisboa. Mal começamos a pedalada quando o pneu do PH rasgou. Feito o reparo, cruzamos a praia que ainda tinha espalhado pelo chão os restos da tradicional festa de Carnaval ocorrida na noite anterior. Tocamos viagem em direção à Beira Mar norte. Muita subida no trecho da SC, para depois aproveitar uma longa descida de vários minutos. A parada no mangue para algumas fotos foi breve, mas teve muita água, já que nesse horário o sol já estava forte.

Chegando na Beira Mar pouco antes das 11h. Paramos novamente para fotos, onde se conseguiu provavelmente a melhor imagem de todo o dia, do Erico cruzando ela em alta velocidade. Dali, o rumo era o Campeche, nossa parada programada para o almoço. O caminho até lá teve mais um pneu furado, dessa vez somente a câmara do Luiz. O transito era extremamente pesado, muitos veranistas indo à praia e nenhum espaço dos motoristas para as bikes entre eles. Clima de animosidade.

Chegando no Ribeirão da ilha, houve uma brevíssima pausa pra fotos. Água, granola e tocaram em direção a trilha. Na entrada dela, parecia um caminho leve. Pavimento novo, algumas subidas íngremes. Começamos a subir e fomos surpreendidos que logo em seguida a trilha virava uma estrada de terra, onde poucos automóveis 4x4 conseguiríam subir. Seguiam a pé neste momento, pois de tão íngreme não seria possível pedalar, nem mesmo Pedro, o único usando câmbio. A subida consumiu de forma arrasadora nossa energia. O ritmo era de arrasto, e parecia interminável aquele paredão. Levou-se mais de 1h até o ponto mais alto. O prêmio compensou um pouco do esforço. Uma vista inacreditavelmente bonita e exclusiva da serra catarinense, parcialmente encoberta pelas nuvens no seu topo, e o mar reluzindo o sol forte daquele dia.

Passado este trecho, começou-se a descida. Muito cascalho e um terreno nada amigável para 5 bicicletas speed com pneu 700x23 slick. A tensão nas descidas era grande pela falta de tração de frenagem. A trilha era mais longa do que se esperava, e foram vários Kms de pedalada em ritmo médio com muito esforço. Quase ao final dela, chegamos a parada mais pitoresca do dia: O alambique do Zeca.

O anfitrião nos recebeu com olhar desconfiado, mas depois de uma breve apresentação e bate papo, nos apresentou seus variados produtos. Serviu aos desavisados o martelinho da cachaça mais nobre da casa, segundo ele: a do delegado. E avisou: “Nada de meio copo, tem que beber tudo numa só.” Érico, que já conhecia o anfitrião, agradeceu a oferta, mas pediu outra. Enquanto o Eduardo, o Pedro e o PH desceram no gole o copo todo, pra depois sentirem as lagrimas correndo. Era a cachaça mais forte da casa. Com algumas miligramas de álcool no sangue e algumas garrafas de pinga na mochila, partimos para a perna final do passeio.

Completamos o restante da trilha e seguimos em direção a Açores. Praticamente sem intervalos, passamos por toda praia, cruzando Pântano do Sul, depois Matadeiro e Armação. Lá, foi feita a foto final quase ao anoitecer. Eram cerca de 20 horas. A exaustão chegava próxima ao limite. o Érico convidou a turma para um sorvete, oferta que acabou rechaçada pela proposta de um churrasco na casa do Pedro já na chegada. Rumamos em ritmo máximo até o Campeche, atravessando o transito de viagem.

A chegada na casa do Pedro se deu por volta de 21h. Depois do banho, todos ali prontos para uma refeição de peso. A galera faminta atacou com vontade. Algumas cervejas acompanharam a galera e colocaram todo mundo pra dormir. O cansaço era latente, não havia como disfarçar na cara de todos como havia sido exaustiva toda a aventura.

Dos 5 ciclistas: 4 estavam usando bikes da Spino. Erico, Luiz e Edu usavam modelos speed com pinturas exclusivas. Pedro Henrique usava quadro e garfo Spino, montando o restante da bike por conta própria. Pedro Utzig usou uma Condor Inglesa, quadro italiano misto de aço cromo e carbono, com grupo Campagnolo, comprada em Londres. Foi o primeiro passeio mais longo do grupo, que pretende repetir a aventura melhor preparados e em outros locais pelo país. Ao todo, durante os dois dias foram consumidos cerca de 3kg de granola, outros 3kg de bananas e pelo menos 40 litros de água, que em sua maioria foram transpirados. No total, foram 180km percorridos, totalizando quase 2.000m de ganho de elevação. Somados a outros 6km de caminhada, o tempo total da volta passou das 20 horas.


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